Morreu Nelson Mandela, líder histórico anti-apartheid da África do Sul, aos 95 anos
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Tinha a sabedoria da paz. Preferiu a reconciliação ao ódio e devolveu a África do Sul à comunidade internacional. No poder efectivo esteve apenas cinco anos, mas promoveu o perdão e conseguir unir um país ferido por décadas de "apartheid". Nelson Mandela morreu esta quinta-feira aos 95 anos.
Morreu Nelson Mandela, líder histórico anti-apartheid da África do Sul, aos 95 anos. Depois de vários meses em estado grave, Madiba faleceu esta quinta-feira na sua casa, junto da família. A notícia da morte de Nelson Mandela foi avançada ao país pelo actual presidente, Jacob Zuma.
“A luta é a minha vida”. A frase de Nelson Mandela resume a sua existência.
O primeiro presidente negro da África do Sul nasceu a 18 de Julho de 1918, numa família nobre da tribo Xhosa, numa aldeia no interior do país, mas aos 23 anos rumou a Joanesburgo, onde se envolveu na vida política.
Viria a tornar-se o político mais galardoado em vida, responsável pela fundação do seu país com base numa sociedade multi-étnica.
Foi durante os seus anos de estudante de direito que começou a opor-se ao apartheid, o regime racista que negava direitos políticos, sociais e económicos à maioria negra. Juntou-se ao Congresso Nacional Africano (ANC) em 1942 e em 1961 tornou-se comandante do braço armado do ANC.
Em Agosto de 1962 foi condenado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente para o exterior e incentivar greves. Mas em 1964 foi condenado a prisão perpétua.
No decorrer dos 26 anos seguintes tornou-se um símbolo da luta pela liberdade e pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul.
Graças à luta do ANC e à pressão da comunidade internacional acabou por ser libertado, por ordem de Frederik de Clerk, no dia 11 de Fevereiro de 1990. Os anos de cativeiro transformaram-no de líder de guerrilha em defensor da não-violência.
Em 1991 foi eleito presidente do ANC e, em 1993, vence o Prémio Nobel da Paz, em conjunto com Frederik de Klerk. Nesse ano passou por Portugal em visita.
Previsivelmente, venceu as primeiras eleições em que os negros tiveram direito ao voto, em 1994, e esteve cinco anos à frente dos destinos do país, presidindo a um processo de transição que apostou fortemente na reconciliação, no apuramento dos factos e no apelo ao perdão por parte das vítimas para permitir um futuro de paz.
Aos 85 anos, em Junho de 2004, anunciou a saída da vida pública. As Nações Unidas, em reconhecimento pelo seu trabalho em favor da paz, criaram o dia internacional de Nelson Mandela, assinalado desde 2010 a 18 de Julho, dia do seu nascimento.
Morreu esta quinta-feira aos 95 anos.
Fonte: Rádio Renascença
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